sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O novo Orkut vira febre

A liberação dos convites para o novo Orkut acontecerá gradativamente e deve alcançar todos presentes da rede de relacionamento. De acordo com a empresa, os usuários que ainda não acessaram a nova ferramenta passarão a visualizar um botão no topo da página que dará acesso ao novo Orkut. O site foi lançado no final de outubro com acesso restrito. Todos os dados serão migrados de forma automática.

A empresa sugere que os internautas tenham uma edição atualizada do Chrome, Firefox, Safári ou Internet Explorer. Poderão acessar as duas versões do Orkut temporariamente, sem qualquer dano às informações lá contidas.

A nova versão exigiu cerca de nove meses de desenvolvimento até chegar nesta nova forma. A migração para a nova ferramenta será realizada por meio de convites, assim como ocorre hoje com o Google Wave. Cada membro do novo Orkut terá 50 convites para distribuir para quem quiser.

O Google espera que todos os internautas já tenham acesso até o final do primeiro semestre de 2010. Na nova versão, é possível definir as pessoas que terão acesso às imagens de seu álbum de foto e também vai oferecer a possibilidade de mudar a cor da “home-page” de cada cadastrado. Na descrição do usuário suporta, agora, fotos e vídeos do YouTube e outros aplicativos. O formato em vídeo caberá também em testemunhos.

A mais inovadora ferramenta que chega com a nova versão é o Vídeo Chat, um serviço de bate-papo via vídeo que permite os internautas conversarem com sua rede de contatos sem sair do perfil. O objetivo é que o usuário tenha que clicar menos e entrar em menos páginas para se relacionar com seus amigos.

Um dos maiores problemas do Orkut ainda não foi resolvido: o número limitado de amigos que um perfil consegue hospedar. De acordo com a empresa, isso será resolvido em breve, mas agora ainda não. Entretanto é um grande sucesso no Brasil são mais de 60% de usuários.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Continuação Cinema versus Literatura

A lente capta mais que mera imagens, ela retirou a zona de espaço, o tempo de vida privada. Os indivíduos serão sempre objetos, imagens a serem estudadas e usadas contra eles mesmos. Por isso a sociedade está sempre apreensiva e na expectativa de ter a vida invadida por algo ou alguém. Ivo Lucchesi fala que, “A privacidade está morta pela simples razão de ela sentir-se sob suspeita”.
A rede midiática a serviço das macroáreas do poder conspira contra a privacidade à maneira que torna a sociedade uma massa de manobra, usando para isso a ar-ticulação de discursos voltados para as próprias. Para sobreviver a essas interfe-rências o indivíduo aciona mecanismos estruturados pelo próprio sistema, já que está incapacitado de encontrar o centro das coisas e de si, e, caracterizado pelo olhar ingênuo. Por isto Noam Chomsky coloca, “A mídia deixa cicatrizes no cére-bro”.
Procurando seja pela cultura do corpo ou no encontro desesperado do espírito revitalizar-se e aí encontra sua face narcísica, e também a perda de si. Logo, de-sorientado pela falta, e recusa, do saber e marginalizado pela ação do poder, transfere o significado realmente importante para altos níveis de egoísmos. Tor-nando assim, o grande figurante dessa peça fílmica que nos encontramos hoje.
Temos referência a isto na música de Mosca e Nilo Robero,

“... Sua meta é a seta, no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera... eu olho pro infinito e você de óculos escuros... eu lanço minha alma no espaço e você pisa na terra... eu grito por liberdade e você deixa a porta fechar, eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade... Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada...”.



Continuação Cinema X Literatura


A literatura provoca um encantamento natural pela experiência que oferece. E não poderia ser diferente com o cinema uma vez que, além de outras coisas retrata a própria literatura (ou tenta). Estes juntos promovem a objetividade da cultura. Um mesmo filme pode tratar e retratar diversas temáticas como: a sociologia, a filosofia, a psicanálise.
Os problemas agora relacionados à expressão são de ordem do olhar, como que o espectador olha o que está vendo, o interpreta, ou, simplesmente deixa passar. É como coloca José Saramago, em epígrafe de “Ensaio sobre a cegueira”, “Se podes olhar, vê. Se podes ver repara”. No entanto essa discussão voltada para a literatura já não pode existir tendo em vista a literatura necessitar de uma “criação” e então uma imaginação, algo a ser exercitado, explorado.




De acordo com Ivo Lucchesi, “Os dois procedimentos edição e codificação fixam as diferenças fundamentais que, a um só tempo, distanciam e tornam parceiros o audiovisual e a linguagem impressa. A primeira se destina ao campo da percep-ção, a segunda se refere ao campo da cognição. Enquanto a percepção aciona, sensações, a cognição motiva, no receptor, a expansão intelectiva (conhecimen-to)”. O professor retoma ao tema abordado na primeira citação (HOHLFELDT, An-tonio. “Cinema e literatura: liberdade ambígua”); onde está em pauta o cinema provocando emoções, sensações e a literatura que estimula a capacidade de com o olhar realizar o pensar.
A literatura como parceira do cinema oferece uma gama infinita de temas e histó-rias, que costumeiramente se tornam um sucesso. E o cinema como parceiro da literatura oferece infindáveis possibilidades de mostrar o que se escreve, seja na forma ou no conteúdo.