terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Continuação Cinema X Literatura


A literatura provoca um encantamento natural pela experiência que oferece. E não poderia ser diferente com o cinema uma vez que, além de outras coisas retrata a própria literatura (ou tenta). Estes juntos promovem a objetividade da cultura. Um mesmo filme pode tratar e retratar diversas temáticas como: a sociologia, a filosofia, a psicanálise.
Os problemas agora relacionados à expressão são de ordem do olhar, como que o espectador olha o que está vendo, o interpreta, ou, simplesmente deixa passar. É como coloca José Saramago, em epígrafe de “Ensaio sobre a cegueira”, “Se podes olhar, vê. Se podes ver repara”. No entanto essa discussão voltada para a literatura já não pode existir tendo em vista a literatura necessitar de uma “criação” e então uma imaginação, algo a ser exercitado, explorado.




De acordo com Ivo Lucchesi, “Os dois procedimentos edição e codificação fixam as diferenças fundamentais que, a um só tempo, distanciam e tornam parceiros o audiovisual e a linguagem impressa. A primeira se destina ao campo da percep-ção, a segunda se refere ao campo da cognição. Enquanto a percepção aciona, sensações, a cognição motiva, no receptor, a expansão intelectiva (conhecimen-to)”. O professor retoma ao tema abordado na primeira citação (HOHLFELDT, An-tonio. “Cinema e literatura: liberdade ambígua”); onde está em pauta o cinema provocando emoções, sensações e a literatura que estimula a capacidade de com o olhar realizar o pensar.
A literatura como parceira do cinema oferece uma gama infinita de temas e histó-rias, que costumeiramente se tornam um sucesso. E o cinema como parceiro da literatura oferece infindáveis possibilidades de mostrar o que se escreve, seja na forma ou no conteúdo.

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