terça-feira, 14 de junho de 2011

Sobre Teorias Erradas

  Recentemente recomendei a um amigo X que assistisse à comédia romântica Qualquer gato vira-lata; o que ele me respondeu? - Filme brasileiro, eu não assisto! Pois é incrível ver que ainda tem pessoas que pensam que todo filme brasileiro é obrigatoriamente de violência, ou pastelão. A prova de que ele estava equivocado é o longa Qualquer gato vira-lata. 
  O filme não paira apenas pelo universo confuso e louco, feminino, mas, também pela lógica masculina. Uma essência totalmente básica e seqüencial, quase uma teoria. O espectador é levado no auge de uma teoria e começa a identificar semelhanças e resultados parecidos. A teoria de que o homem “gosta de sofrer”; de que a mulher tem sim, que ser fazer de difícil e de guardar o melhor pro final.
  E tudo caminha para esta teoria, até que no meio da estrada havia um professor, lindo, romântico de uma forma real. Como por exemplo, achar o preço do restaurante chiquérrimo exorbitante. O pobre professor que tem um carro velho que enguiça no meio do caminho, que anda com a blusa amassada do lado de fora da calça, usa óculos, e não dança, como diria este amigo meu: um macho ALFA.
  O que já era esperado não ocorreu, a gatinha toda-toda do filme não fica com o garanhão que todas querem. Prefere o cara que se mata de trabalhar, que estuda ao invés de ir a baladas. E isto para quem está acostumado a assistir filmes românticos sabe que isto não ocorre. O galã é sempre rico, fofo, bem sucedido, romântico; ou seja o príncipe de todos os contos de fadas. Por isso a genialidade deste filme.
  E por este motivo toda a sua teoria é contrariada por si mesma. Ela não se faz de difícil pra ele, se declara, e corre atrás dele. E ele sacrifica a sua teoria colocando-a por terra ao ficar com ela, e assim, o professor-pesquisador tão certo de suas teorias assume seu erro e fica com a bela.

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