Filme estrelado pelo até então conhecido Capitão Nascimento (Wagner Moura) retrata uma peça-base para as grandes histórias de amor mundiais: Tristão e Isolda. A história é a mais retratada no mundo, contendo: amor impossível, violação das regras, e morte. Neste filme em questão tem um olhar diferenciado, um prisma não visto antes: um meta-filme. No entanto, como fazer um filme base desta peça do séc. XII fazendo um metafilme. Um filme sobre outro filme. Um filme que começa falando de uma peça, e termina retratando um filme: Tristão e Isolda, nordestinos. O longa, na realidade, relata a vida conturbada de um ator/diretor/roteirista no dia-a-dia de seu teatro. Como ator o personagem vive pleno em poder estrelar no palco de um teatro, mesmo este tendo em sua entrada principal uma obra interminável do metro. Já como diretor se empenha em exprimir no palco sua dedicação e admiração por uma obra conhecida e aclamada mundialmente. Quando responsável pelo roteiro alcança o brilhantismo no final do filme quando transforma Tristão e Isolda numa versão nordestina.
Romeu não seria tão complacente quanto o Tristão nordestino tratado no filme, porém a tragédia básica, em questão, para o romance de Shakespeare é tão eloqüente quanto. Essa versão é fenomenal e nos dá vontade de assistir este filme inexistente já que são apenas flashs e ao mesmo tempo continuar acompanhando aquele diretor que na verdade luta por um verdadeiro amor.
O filme fala mesmo deste universo de ator-roteirista-diretor, o amor pelo teatro e pela áurea mágica da história retratada. E como personagem coadjuvante o amor entre um diretor e uma atriz principal, que se vê dividida entre teatro e televisão. E nesta história ele (Pedro) confunde o ciúme de ver sua amada tendo que viajar para gravar, com a vida que ela optou, como televisão? Teatro é muito melhor! Pensa Pedro e nesta indecisão também se encontra ela (Ana).
Pronto o amor impossível já se criou, com ideais diferentes o final só poderia ser trágico. Quando Pedro incucado com tantos questionamentos escuta na coxia do teatro Ana contar para sua produtora (Andrea Beltrão) que está divida, que um ela ama, mas o outro pode proporcioná-la um belo futuro. Então o Romeu, Tristão, Pedro, faria o que qualquer um faria, tiraria sua conclusão e terminaria com a Julieta, Isolda,Ana.
Ana arrasada se afasta durante três longos anos. A produtora resolve pedir para Pedro fazer um especial de natal para a atriz. E ele aceita torcendo para que Ana goste da ideia propõe: Trsitão e Isolda nordestinos. Mas um ator penetra na trama como Tristão e engana Ana para conquistá-la. E no fim como devia ser ela descobre e volta para seu verdadeiro Tristão: Pedro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário