quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Como descartar o óleo de cozinha



O óleo utilizado na cozinha pode fazer mal não apenas à saúde, mas também ao meio ambiente. A situação é tão séria, que cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília têm programas de reaproveitamento de óleos vegetais.

O óleo usado para cozinhar é responsável pelo aumento de até 45% dos custos do tratamento das redes de esgoto. De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, são despejados, anualmente, 4 milhões de litros de óleo nas águas de mares e rios brasileiros. O resultado é cerca de 1 milhão de litros de água contaminados por cada litro de óleo despejado. Além disso, quando descartado pelo ralo da pia, o óleo provoca o entupimento das tubulações da rede. Esta é a principal justificativa para estados como São Paulo e Rio de Janeiro investirem na reciclagem do óleo vegetal.

Em São Paulo, um bom exemplo de reciclagem é o sabão caseiro ou mesmo a troca de óleo usado por produtos de limpeza - como detergentes, amaciante e sabonetes - ou por uma nova lata de óleo que custa apenas 20% do preço do produto no supermercado. Outro exemplo de boas práticas fica por conta da Bioauto, uma empresa de Diadema que transforma 120 toneladas mensais de óleo vegetal em biodisel. Além disso, existem leis e códigos ambientais que regulam o descarte de óleo vegetal por parte de empresas e estabelecimentos comerciais, exigindo deles modelos e logísticas específicos. As empresas não cobram pelo óleo usado, assim como a Bioauto não cobra pela coleta.

Já no Distrito Federal, a reciclagem é tema de um projeto de lei que regula a coleta, o transporte e a destinação de óleos utilizados em frituras de alimentos. Pelo projeto, os estabelecimentos comerciais, como restaurantes e lanchonete, e os moradores das unidades habitacionais do DF ficam obrigados a manter recipientes próprios destinados ao recolhimento do óleo. A idéia é minimizar os impactos no meio ambiente.

Um outro projeto que opera em larga escala é o Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais do Rio de Janeiro (Prove), uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente em parceria com a Usina de Manguinhos. Também participam do Prove a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, a Federação das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis (Febracom), o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e a Rede Independente de Catadores de Materiais Recicláveis do Estado Rio de Janeiro (Ricamar). O objetivo é aumentar o reaproveitamento do óleo vegetal residual na produção de biodiesel, evitando, assim, o desperdício. O diretor da Cooperativa, Gilmar Henrique Alves de Oliveira, explica que os interessados em fazer as doações devem procurar as empresas que instalam galões nos condomínios e recolhem o material semanalmente ou a cada 15 dias. Mais informações pelos telefones (21)2598-9242 e (21)3905-6625.

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